Gamification em treinamento: desmitificando o termo

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    O uso das tecnologias na educação corporativa vem sendo cada vez mais disseminado. Nesse contexto, clientes e fornecedores procuram novas maneiras para aumentar a interação de seus treinandos, dentro e fora da empresa, criando ambientes virtuais de e-learning, buscando a potencialização do aprendizado, a melhoria do desempenho e o interesse por parte de quem está aprendendo. Com essa demanda, surge a tendência do gamification em treinamento corporativos.

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    Pensando nessa questão, hoje vamos abordar o conceito de Gamification em treinamento (Gamificação em português), um termo em inglês que se refere à utilização da tecnologia de forma mais lúdica nas práticas andragógicas.

    Vamos conhecer esse conceito, como ele funciona e de que forma pode auxiliar em treinamentos e no aprendizado. Vamos lá?

    Conceito de Gamification

    Gamification não é sinônimo de jogo. O primeiro passo é diferenciar termos parecidos: gamification, games, jogos educacionais e serious games.

    • Games/Jogos – Em geral são usados por lazer e seu objetivo principal é o entretenimento, mesmo que haja aprendizado.
    • Jogos educacionais – São jogos, mesmo conceito do lazer acima, mas foram construídos com o objetivo de ensinar um conteúdo específico. E oculta isso do treinando, para motivá-lo, estimulá-lo a continuar e rever mais vezes. É mais utilizado para crianças.
    • Serious games – Jogos educacionais, só que para adultos. O conteúdo a ser aprendido é mostrado claramente, ex: uma simulação do conflito no trabalho.

    E gamification? De fato, não é um tipo de jogo! É uma técnica que insere elementos de jogos em atividades que não pertencem ao segmento de entretenimento. Essas práticas visam corresponder a impulsos naturais do ser humano por realização, obtenção de resultados, vaidade, reconhecimento, auto expressão e, é claro, competição. A ideia é canalizar tais impulsos para aumentar o engajamento na atividade proposta.

    Neste post, vamos focar apenas em Gamification em treinamento.

    E por que essa prática está sendo tão disseminada? Uma só palavra pode explicar: Engajamento. Um dos maiores desafios dos instrutores é manter seu público interessado, participativo nos treinamentos e receptivo ao conteúdo.

    Ciclo de feedback rápido

    Uma das principais justificativas para o sucesso da aplicação de gamification é proporcionar ao participante um ciclo rápido de feedback. Desafio, feedback e recompensa são as 3 partes do ciclo que ficam gravados na mente do treinando. Entretanto, na vida real, esse ciclo é tão lento que, por vezes, é difícil associar a causa ao efeito correspondente. Na técnica de gamification quando bem desenvolvida, esse ciclo é curto, isto é, o participante percebe clara e imediatamente (ou quase), a recompensa pelo esforço e o que o estimula a prosseguir. Considere as 3 partes do ciclo:

    • Desafio: pessoas gostam de ser desafiadas; isso estimula o pensamento e também a competição. Promova desafios que envolvam experiências do cotidiano e provoque competições (saudáveis) entre os colaboradores que participam de um treinamento.
    • Feedback: o treinando precisa sempre saber como está o seu progresso e receber orientações sobre os próximos passos. O feedback negativo também é importante, quando algo não vai bem: é a chave para estimular e recolocar o participante no caminho certo – o chamado “fracasso positivo” de Alastair Arnott.
    • Badges representando a pontuação final

      Badges representando a pontuação final

      Recompensa: calma, não estou falando de carros ou prêmios caros. As recompensas geralmente são pequenas, ou virtuais, como badges. Igualmente, recompensas tangíveis fazem muito sucesso. Com criatividade, é possível recompensar com algo interessante sem gastar muito. Exemplo: uma dia de folga.

    O ideal é que as recompensas tenham visibilidade pois estimulam um tipo de competição indireta, entre os participantes, já que eles não vão jogar entre si. Acredite, os diversos tipos de recompensa mudam comportamentos, pois funcionam como incentivo e estímulo à dedicação.

    Essas sugestões não requerem tecnologia para serem postas em prática, porém, sem dúvida, o uso da tecnologia simplifica muito o processo e viabiliza que sejam usadas em maior escala.

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