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    Já discutimos bastante nesse blog sobre a importância do planejamento, técnicas e boas práticas para o sucesso do seu projeto de treinamento, no entanto, percebi que nunca abordamos aqui na perspectiva pessoal do gestor do projeto. Porque é tão comum o projeto travar no planejamento? O fenômeno do planejamento ficar constantemente sendo refinado no “papel” e nunca seguir para prática, para o mundo real? A “paralisia da análise” (tradução livre da expressão paralysis by analysis), quando ficamos paralisados refinando ou até procrastinando.

    Uma das maiores preocupações de quem pretende lançar um treinamento online é com o impacto que o curso vai gerar depois de ser lançado. O responsável pela verba quer ter certeza que esse esforço de tempo e recursos vai ter um retorno significativo. E para você, que vai de fato realizar esse projeto, além do resultado, a preocupação pode ser muito maior. A dúvida de como esse projeto vai impactar em sua imagem profissional na instituição.

    É isso mesmo, esse é um post para estimular uma reflexão. É um daqueles assuntos que ninguém gosta de começar a falar, por receio de parecer uma fraqueza. Mas quando alguém toca no assunto, todo muito tem um exemplo próprio para contar. Continue lendo.

    projeto de treinamento

    Essa apreensão é normal ocorrer em qualquer projeto novo, inovação, tentar algo diferente: (clichê em 3, 2, 1) sair da zona de conforto. No nosso caso, com com e-learning para treinamento corporativo, temos algumas características que podem agravar esse sentimento.

    1. Muita gente ou toda organização vai ter acesso a esse material.
    2. O conteúdo vira um patrimônio para a empresa – vai ficar armazenado praticamente para sempre – até o conteúdo se tornar obsoleto.

    Esses dois fatores  trazer o sentimento de que o erro (ou fracasso!) vai ficar documentado para todo mundo ver. Estou só colocando lenha na fogueira? Para resolver o problema precisamos primeiro entendê-lo.

    Resistência: você não está sozinho

    Resistance, que vou traduzir como Resistência, é um conceito criado por Steven Pressfield que descreve uma força universal que age contra a criatividade humana.

    Essa força utiliza meios diversos seja racionalizando para causar medo e ansiedade ou enfatizando distrações, como voz crítica interior, ou a procrastinação. Pressfield também acredita que mesmo grandes realizadores nunca se livram completamente desta força.

    Como lidar com essa força paralisadora?

    O projeto precisa sair de qualquer forma. Então o caminho tirar proveito dessas características e além de trazer um ótimo resultado para sua empresa, torná-lo um motivo de orgulho para você, algo para citar no curriculum. Agora eu escrevi como um livro de motivação barata? Ok, nunca fui bom redator, mas o conceito é esse.

    Contra essa força você precisa lutar contra a perfeição. Cuidado, não estou fazendo apologia baixa qualidade, mas estou alertando contra a busca da perfeição. Essa busca sem fim, que é retro alimentada pela resistência.

    O primeiro passo é aceitar que para lançar você vai cometer erros. E que eles fazem parte do processo que leva evolução.

    E lembra quando falei no caso do e-learning corporativo, algumas coisas agravavam o sentimento negativo? Pois veja, nesse caso, no e-learning, você tem uma vantagem. Muitos mais que em outras áreas, no nosso trabalho você pode e vai melhorar com os seus erros literalmente, e as vezes em tempo real. Difícil um engenheiro civil melhorar uma ponte com todo mundo usando né? As maravilhas que o mundo virtual ou digital a web nos permitem.

    Se você fica preocupado demais em receber críticas e sugestões que podem macular sua imagem profissional, no seu projeto de EAD vamos inverter isso. Criar um canal e fomentar as críticas praticamente, já esperando esses feedbacks para alimentar o ciclo de evolução.

    Então chega de reflexão e vamos rever o que verificar no nosso projeto, para ter confiança e lançar logo.

    Uma  frase do Seth Godin sobre web, que se encaixa perfeitamente ao e-learning:


    … Just do stuff. First you have to fail, then you can improve.”

    “Apenas faça as coisas. Primeiro você precisa errar, então você pode melhorar”

    O papel ajuda ou atrapalha?

    Por papel quero dizer o seu projeto de treinamento escrito, documentado. Alguns argumentam que ele pode ser uma fonte de procrastinação.

    De fato, a repercussão do seu curso é sim um eco de como ele foi planejado e elaborado, mas isso não pode se tornar uma âncora que te deixe navegando em círculos tentando melhorar e melhorar o plano, mas a recomendação nesse sentido é: não encare isso como fator negativo ou impeditivo para o start da iniciativa. Se você fizer isso, seu projeto nunca vai sair da prancheta e você vai perder a chance de saber se de fato ele poderia ou não ter sido um sucesso.

    Além disso, você não vai querer ser aquele profissional, conhecido por pegar os “senta em cima” dos projetos, que nunca são lançados – toda empresa tem um cara assim. É outra forma de prejudicar sua imagem profissional.

    O papel ajuda muito e só atrapalha se você deixar. Colocar os dados no papel é fundamental para as etapas de criação, planejamento e desenvolvimento do seu projeto de treinamento. E depois disso, o curso precisa ser lançado disponibilizado numa plataforma online e entregue aos alunos.

    Fazer e refazer planos, ajustar e propor melhorias enquanto o projeto ainda está no papel é a sua função. Ficar preso nesse ciclo é que é o erro primário. Isso porque é o colaborador, o treinando é sua maior fonte de dados relevantes para melhoria no processo de aprendizado.

    Mais uma vez, esse reforço a lançar, a partir para ação visa vencer a resistência, mas pode parecer um incentivo a entregar sem qualidade, mas não é essa a intenção aqui. A ideia é projetar o melhor, e entrar num ciclo de evolução. Então esse lançamento, nos leva ao piloto.

    Lance primeiro um projeto piloto

    Vale uma ressalva para o que vem a ser um projeto piloto. Tenho visto muitos excelentes profissionais realizarem pilots que são na verdade o projetos completos, apenas disponibilizado para um seleto grupo de pessoas.

    Lançando o piloto menor e mais cedo é uma forma de mitigar boa parte da resistência. Lance pequeno, valide. Tudo foi bem? Ninguém ferido? Ótimo, vamos lançar mais um ciclo um pouco maior. Ou não, lançou, avaliou e não deu certo? Ótimo, você já pode garantir que sabe como não fazer e corrigir no próximo ciclo. Quanto mais cedo mais fácil mudar, menor o impacto. Mais certeza você tem.

    Aprofundei mais sobre o projeto de treinamento piloto no post de julho, A anatomia do EAD perfeito: projeto piloto com foco em resultados claros. Mesmo assim vamos rever um ponto chave: quando a preocupação não é específica, é geral, você está teste os principais parâmetros, que em geral são: acesso dos treinandos, fluxo nos conteúdos, processo de avaliação, interação e o feedback do treinando.

    Você vai precisar também escolher bem sua audiência para o piloto, as pessoas que irão testar o seu projeto de treinamento. Escolha pessoas do seu público alvo direto, ou seja, as pessoas que você deseja treinar. Parece óbvio? Lembro de um caso antigo relatado por um cliente, gerente de treinamento de vendas, que ficou sem resposta quando CEO, que participou do piloto, questionou por que o treinamento era tão básico – acho que raso foi a expressão utilizada. Oras, básico ou raso para ele, especialista na área, mestre, 20 anos na mesma empresa. Porém o treinamento, era para balconistas do ponto de venda. Depois de retomar o ritmo cardíaco, o gestor, trouxe essa perspectiva para o CEO e tapinhas nas costas aconteceram.

    E caso o seu CEO questione também por que perder tempo com esse, teste, o piloto, lembre que a empresa vai economizar tempo e dinheiro já que possivelmente você irá detectar falhas que serão corrigidas nessa fase, no pré-lançamento.

    Então, para ficar claro, vamos deixar um checklist básico do que você precisa para promover seu projeto piloto:

    1. Defina seu público para a fase de testes
    2. Escolha um conteúdo simples e objetivo (curto) porém super interessante para sua audiência
    3. Escolha a plataforma de treinamento que você vai usar
    4. Divulgue e promova o curso (para garantir adesão dos participantes)
    5. Colha feedbacks
    6. Avalie os resultados
    7. Implemente as melhorias que se fizerem necessárias

    Valide e lance!

    Depois que você teve a oportunidade de ver como seu treinamento pode acontecer no plano material (realidade) é hora de validar uma proposta final do projeto e tirá-lo de vez do papel. Com todas as melhorias implementadas é possível que o resultado final esteja bem mais alinhado com as expectativas da empresa e os resultados que se pretende atingir.

    Agora o passo seguinte é lançar para o seu público o treinamento no seu formato completo. Para que ele aconteça, obviamente você vai precisar de uma promoção interna do treinamento e de apoio para dar suporte aos alunos durante o curso e para avaliar o desempenho e os resultados depois dele.

    Ainda não está perfeito? Você sempre pode melhorar

    Como orientação final, o que temos a dizer é: não espere perfeição. Mesmo tendo passado brilhantemente pela fase de testes com seu projeto piloto é normal ter pontos para aperfeiçoar numa próxima edição. Nenhum treinamento nasce perfeito. Portanto, saiba que a cada final de curso você terá que fazer análises e apurar resultados para propor novos ajustes e até mesmo inovações dentro do processo já implementado.

    Vale lembrar que o trabalho nessa fase é bem menor que nas anteriores, afinal são só ajustes, então o risco e o esforço são muito menores. Agora vamos ao checklist que você precisa cumprir para aprender a aprimorar seu conteúdo de forma continuada:

    Você deve ter percebido que tudo faz parte de um ciclo virtuoso. Veja como ele pode ser descrito:

    1. Descobrir: primeiro você descobre um problema que precisa resolver
    2. Planejar: depois você planeja uma forma eficaz de mudar esse cenário com o melhor custo-benefício
    3. Desenvolver: agora você desenvolve um projeto de treinamento, trabalha na estratégia e nos conteúdos
    4. Testar: depois você testa os resultados com um projeto piloto
    5. Melhorar: recolhe feedbacks e propõe melhorias no projeto
    6. Lançar: promove e faz o lançamento do curso em seu formato completo
    7. Avaliar: avalie e recomeça todo o ciclo (com o mesmo treinamento, ou com um novo treinamento)

    Se você lembrou do PDCA,para os mais antigos ou do Startup Enxuta, você está certo, são todas versões da mesma abordagem de melhoria constante.

    Seguindo esse roteiro certamente seu projeto de treinamento não vai nascer perfeito, mas estará cada vez mais perto da perfeição e sua empresa cada vez mais feliz com o retorno sobre esse investimento.

    Se esse texto te causou um comichão de dúvidas,ideias e vontade de começar, fico feliz, a idéia é essa. Se precisar de ajuda para complementar uma lacuna do seu projeto de treinamento, agende uma call gratuita no link abaixo.

    E o que você achou deste artigo? Você já viu efeitos da resistência na sua organização? Como lidam com isso? Compartilhe conosco nos comentários abaixo.

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