Sala de Aula Invertida: O que é e como aplicar no EAD

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Já ouviu falar sobre Metodologias Ativas? Neste modelo de ensino, diferente do tradicional, o aluno é incentivado a ser o protagonista do seu próprio aprendizado. Ou seja, o aluno é incentivado a assumir uma postura ativa e participativa, tendo autonomia sobre sua experiência. E um exemplo bastante conhecido é o método da Sala de Aula Invertida.

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De acordo com a Pirâmide de Aprendizagem do psiquiatra William Glasser, métodos tradicionais de ensino, que são baseados basicamente em leitura e escuta, são menos eficazes ao aprendizado do que os métodos mais práticos, que incentivam o protagonismo do aluno. Pois absorvemos apenas 10% de um conteúdo quando lemos, mas podemos absorver cerca de 95% se tivermos a oportunidade de debater e repassar o nosso conhecimento adiante.

A base da pirâmide é baseada em metodologias ativas de ensino, como a Sala de Aula Invertida. Enquanto o topo representa as metodologias mais tradicionais no ensino, as quais os alunos tentam absorver passivamente o conteúdo repassado pelo instrutor.

É importante dizer que, apesar da pirâmide de Glasser ser uma referência no estudo das metodologias de aprendizado, existem artigos científicos que questionam possíveis problemas na metodologia de pesquisa do estudo que resultou na Pirâmide de Glasser.

O que é uma Sala de Aula Invertida

Mas o que é uma Sala de Aula Invertida? Bom, o modelo de sala de aula invertida é uma abordagem na qual o método tradicional de ensino é invertido. Ou seja, primeiro os alunos estudam um material exposto com antecedência e depois as “aulas” acontecem.

Desta forma, o aluno estuda a teoria sozinho, mas a coloca em prática em uma sala de aula com a presença dos colegas somada a do instrutor. E assim o tempo na sala de aula é utilizado para atividades práticas, tendo em vista que o aluno já vem preparado para debates significativos, soluções e atividades colaborativas que o incentivarão a aplicar, na prática, o que estudou sozinho.

E essa lógica inverte completamente o método tradicional de ensino. No qual o professor era incumbido de passar o conhecimento ao aluno, porém o aluno colocava em prática sozinho realizando, por exemplo, tarefas de casa.

“Inverter a sala de aula significa que os eventos que tradicionalmente ocorriam dentro da sala de aula agora acontecem fora da sala de aula e vice-versa”.
Maureen J. Lage

Contudo, apesar de existir desde 1920, a sala de aula invertida entrou em uma nova era devido às possibilidades oferecidas pelo e-learning. Sendo assim, que tal começar a utilizar a sala de aula invertida para Treinamento e Desenvolvimento?

Colocando em prática a sala de aula invertida no EAD da organização

A sala de aula invertida é uma metodologia que favorece a aprendizagem combinada, tendo em vista que o gestor de treinamento pode optar por combinar o treinamento presencial com o treinamento online. Como? Alternando o ambiente online do EAD para o estudo individual e o presencial para debates e atividades em equipe que possibilitem os colaboradores colocarem em prática o que foi aprendido no e-learning.

Ou seja, o colaborador se utiliza do conteúdo disponibilizado no treinamento online para adquirir conhecimentos básicos que o deixe preparado para as atividades junto ao instrutor e aos demais colegas.

Na Líteris já tivemos exemplos de clientes que adotaram a sala de aula invertida. E a estratégia adotada por eles foi a de que só realizaria o módulo presencial o colaborador que antes concluísse o módulo online.

Benefícios da sala de aula invertida para o EAD

1. Aluno/colaborador no centro da experiência

Como falamos anteriormente, aqui o foco é o colaborador, é ele o protagonista do treinamento. Logo, a aprendizagem se dá no ritmo do mesmo, através de uma experiência autodirigida.

Como o estudo no ambiente online ocorre de forma individual, o colaborador tem a oportunidade de estudar na intensidade que achar ideal para si. E assim chega na sala de aula pronto e com o conhecimento em dia para as atividades propostas.

Ou seja, uma forma de evitar que haja um gasto maior de tempo no treinamento presencial com colaboradores que precisam de mais tempo para aprender algo ou que precisam que um mesmo conteúdo seja explicado mais de uma vez.

Além disso, o colaborador pode consultar quantas vezes quiser o conteúdo. Através do computador ou de aparelhos móveis. Ele pode inclusive consultar antes e depois da discussão presencial para olhar o conteúdo sob nova perspectiva.

2. A aplicação do conhecimento ocorre com o instrutor

Diferente do sistema tradicional no qual o aluno desenvolve o conhecimento cognitivo com o instrutor e coloca em prática quando realiza as tarefas do estudo sozinho, o instrutor está presente na etapa mais importante da aprendizagem: A aplicação das atividades práticas e debates.

E podemos considerar que esse é um fator que contribui diretamente para a eficácia do treinamento. Pois, ao estar presente no momento mais importante do treinamento, o instrutor consegue observar de perto o impacto que os módulos estão tendo sobre seus colaboradores, quais são suas maiores dificuldades e os pontos que precisam ser ajustados.

3. Otimização do tempo no treinamento presencial

Como falamos no tópico anterior, o instrutor não precisa gastar tanto tempo com a transferência de conhecimento, tendo em vista que ele ocorre online e de forma individual.

Sendo assim, o instrutor pode utilizar o tempo junto aos colaboradores para reforçar habilidades adquiridas. Este é um ponto importante e agregador ao projeto de T&D da organização, tendo em vista que muitas vezes há a necessidade de treinar muitos colaboradores em um curto espaço de tempo.

4. Melhora do aprendizado

Anteriormente falamos como os instrutores podem, através da experiência do treinamento presencial, observar os pontos que precisam de melhoria.

Mas um outro ponto que não falamos ainda é de como os recursos do LMS podem auxiliar nesse processo. Pois, ao observarem quais são as tarefas/módulos que tem maior índice de rejeição dos seus colaboradores, os instrutores podem ajudá-los nas aulas presenciais a compreender tais questões.

Além do fato dos colaboradores poderem recorrer quantas vezes acharem necessário ao conhecimento teórico disponibilizado no online. Criando um ritmo de aprendizado que seja satisfatório a individualidade de cada um.

5. Desenvolvimento de um ambiente de aprendizado mais dinâmico

A sala de aula invertida incentiva o desenvolvimento de um ambiente de aprendizado dinâmico baseado em dois fatores:

  1. O aumento do interesse dos colaboradores em adquirir conhecimento e se preparar para a aula presencial;
  2. Através de desafios propostos aos colaboradores para discutirem, testarem e colocarem em prática suas habilidades e conhecimentos.

Aqui o aprendizado vai além dos limites impostos por uma sala de aula de um treinamento presencial, por exemplo. Combinando os recursos que ambos os ambientes – online e presencial – podem proporcionar à experiência de aprendizagem.

Sendo assim, o gestor de treinamento pode desenvolver um projeto que combine a teoria com gamificação, gincanas, questionários e fóruns de discussão. Uma forma de aumentar ainda mais o interesse e engajamento dos seus colaboradores e, principalmente, reduzir o tempo que levariam para aprender, se comparado com métodos tradicionais, que tendem a serem mais cansativos e a demandarem mais tempo tanto dos colaboradores, quanto dos instrutores.

Vamos colocar em prática?

Certamente são inúmeros os benefícios da sala de aula invertida para as áreas de Treinamento e Desenvolvimento da organização. Mas talvez você possa estar se perguntando se a sua organização poderia se beneficiar de um treinamento conduzido desta maneira, certo?

Entre em contato e agende uma consultoria. Teremos prazer em te auxiliar não só nesta tomada de decisão, mas na construção de um projeto que atenda às expectativas e demandas de aprendizado da sua organização.

Já teve alguma experiência com sala de aula invertida ou qualquer outra metodologia ativa? Compartilhe conosco nos comentários abaixo!